
sábado, 2 de outubro de 2010
Percursos pedestres a partir do Senhor do Socorro
Partindo da capela do Senhor do Socorro na freguesia da Facha, podemos fazer variados percursos a pé, de bicicleta ou até a cavalo, com diferentes graus de dificuldade mas com a garantia de poder desfrutar da excelente paisagem a perder de vista até Ponte de Lima, serra d´Arga (Senhora do Minho) e Viana do Castelo. Nesta zona da Freguesia existem vários pontos de interesse a explorar em cada percurso escolhido, a saber:
1º percurso: (2km-dificuldade baixa/plano - duração 30 a 40 min) Senhor do Socorro - tanque do guarda - penedo furado - campo de futebol - senhor do Socorro;
2º percurso: (6km - dificuldade média - duração 2 h a 2,5 h)
Senhor do Socorro - Tanque do guarda - penedo furado - S. Cipriano - tanque de busto - regresso;
3º percurso: (7km - dificuldade baixa - duração 2h a 2,5 h)
Senhor do Socorro - S. João e regresso;
4º percurso: (12km a pé ou 16 km de bicicleta - dificuldade alta - duração 2,5h a 3h) Senhor do socorro - penedo furado - tanque de busto - posto de vigia da nó e regresso;
5º percurso: (6km - Senhor do Socorro - Senhora da Boa Morte (Correlhã));
Lei das fogueiras e queimadas
Este período é definido anualmente por portaria do ministério da agricultura e pescas;
Para 2010 ficou definido como período crítico de actuação contra incêndios de 01JUL a 15OUT.
Segue-se um extracto da legislação mais importante a este respeito.
Decreto-Lei Nº124/2006
Artigo 28.º
Queima de sobrantes e realização de fogueiras
1 - Em todos os espaços rurais, durante o período crítico, não é permitido:
a) Realizar fogueiras para recreio ou lazer e para confecção de alimentos, bem como
utilizar equipamentos de queima e de combustão destinados à iluminação ou à confecção de alimentos;
b) Queimar matos cortados e amontoados e qualquer tipo de sobrantes de exploração.
2 - Em todos os espaços rurais, fora do período crítico e desde que se verifique o
índice de risco temporal de incêndio de níveis muito elevado e máximo, mantêm-se as restrições referidas no número anterior.
3 - Exceptua-se do disposto na alínea a) do n.º 1 e no número anterior, quando em espaços não inseridos em zonas críticas, a confecção de alimentos desde que realizada nos locais expressamente previstos para o efeito, nomeadamente nos parques de lazer e recreio e outros quando devidamente infra-estruturados e identificados como tal.
4 - Exceptua-se do disposto na alínea b) do n.º 1 e no n.º 2 a queima de sobrantes de exploração decorrente de exigências fitossanitárias de cumprimento obrigatório, a qual deverá ser realizada com a presença de uma unidade de um corpo de bombeiros ou uma equipa de sapadores florestais.
Artigo 29.º
Foguetes e outras formas de fogo
1 - Durante o período crítico não é permitido o lançamento de balões com mecha acesa e de quaisquer tipos de foguetes.
2 - Em todos os espaços rurais, durante o período crítico, a utilização de fogo-de-artifício ou outros artefactos pirotécnicos, que não os indicados no número anterior, está sujeita a autorização prévia da respectiva câmara municipal.
3 - O pedido de autorização referido no número anterior deve ser solicitado com pelo menos 15 dias de antecedência.
4 - Durante o período crítico, as acções de fumigação ou desinfestação em apiários não são permitidas, excepto se os fumigadores estiverem equipados com dispositivos de retenção de faúlhas.
5 - Nos espaços florestais, durante o período crítico, não é permitido fumar ou fazer lume de qualquer tipo no seu interior ou nas vias que os delimitam ou os atravessam.
6 - Fora do período crítico e desde que se verifique o índice de risco temporal de incêndio de níveis muito elevado e máximo mantêm-se as restrições referidas nos n.os 1, 2 e 4.
7 - Exceptuam-se do disposto nos números anteriores a realização de contra fogos decorrentes das acções de combate aos incêndios florestais.
Decreto-Lei 17/2009 de 14 de Janeiro
Artigo 28.º
Queima de sobrantes e realização de fogueiras
1 — Em todos os espaços rurais, durante o período crítico, não é permitido:
a) Realizar fogueiras para recreio ou lazer e para confecção de alimentos, bem como utilizar equipamentos de queima e de combustão destinados à iluminação ou à confecção de alimentos;
b) Queimar matos cortados e amontoados e qualquer tipo de sobrantes de exploração.
2 — Em todos os espaços rurais, fora do período crítico e desde que se verifique o índice de risco temporal de incêndio de níveis muito elevado e máximo, mantêm –se as restrições referidas no número anterior.
3 — Exceptua -se do disposto na alínea a) do n.º 1 e no número anterior, quando em espaços não inseridos em zonas críticas, a confecção de alimentos desde que realizada nos locais expressamente previstos para o efeito, nomeadamente
nos parques de lazer e recreio e outros quando devidamente infra-estruturados e identificados como tal.
4 — Exceptua -se do disposto na alínea b) do n.º 1 e no n.º 2 a queima de sobrantes de exploração decorrente de exigências fitossanitárias de cumprimento obrigatório, a qual deverá ser realizada com a presença de uma unidade de um corpo de bombeiros ou uma equipa de sapadores florestais.
5 — Exceptuam -se do disposto nos n.os 1 e 2 as actividades desenvolvidas por membros das organizações definidas no n.º 3 do artigo 3.º da Lei n.º 23/2006, de 23 de Junho, nos termos definidos na portaria referida no n.º 3 do artigo 23.º
Definições:
«Período crítico»
o período durante o qual vigoram medidas e acções especiais de prevenção contra incêndios florestais, por força de circunstâncias meteorológicas excepcionais, sendo definido por portaria.
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, DO DESENVOLVIMENTO RURAL E DAS PESCAS
Portaria n.º 269/2010 de 17 de Maio
Nos termos do Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios, estabelecido pelo Decreto –Lei n.º 124/2006, de 28 de Junho, com as alterações introduzidas pelo Decreto -Lei n.º 17/2009, de 14 de Janeiro, a adopção de medidas e acções especiais de prevenção contra incêndios florestais decorre, sobretudo, durante o período crítico anualmente estabelecido por portaria.
Para a definição do período crítico no corrente ano relevam não só o regime termopluviométrico de Portugal continental, mas também o histórico regional das ocorrências de incêndios florestais e as condicionantes associadas
à organização dos dispositivos de prevenção e combate a incêndios florestais.
Assim:
Manda o Governo, pelo Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, nos termos da alínea s) do artigo 3.º do Decreto -Lei n.º 124/2006, de 28 de Junho, com a redacção dada pelo Decreto -Lei n.º 17/2009, de 14 de Janeiro, e no uso das competências delegadas pelo Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas através do despacho n.º 78/2010, de 5 de Janeiro, o seguinte:
Artigo único
O período crítico no âmbito do Sistema de Defesa da Floresta contra Incêndios, no ano de 2010, vigora de 1 de Julho a 15 de Outubro, devendo ser asseguradas medidas especiais de prevenção contra incêndios florestais neste período.
O Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural,
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Tantos fogos assolam todo Norte do País, porquê ?

Aquilo que todos sabem e não se diz nos meios de comunicação social, é que os pequenos agricultores faziam este trabalho com sabedoria, mestria e eficácia e resolviam um problema nacional no qual os governos nem se preocupavam. Matos limpos, campos cultivados faziam parte do ciclo da vida na lavoura. Mas agora, acabou-se com o pequeno produtor de leite e este é sem duvida o busílis da questão, sem leite foram-se as vacas (quantas havia na Facha uns anos atrás - 500 ?... 600 ? mais…), as vacas limpavam os campos até acabar a última erva e passarem a comer a palha seca do inverno, muitas pastavam nos montes mas, todas dependiam das carradas de tojo que se iam buscar ao monte e que, neste mês de Agosto, era preciso marcar o mato e até açambarcar para encontrar um local onde fosse possível arranjar um pouco que fosse suficiente para o carro de bois desse dia. Ficava o monte rapado, rapado e limpo, porque quando o mato já era em quantidade suficiente, voltava-se a atenção para as lenhas que iriam aquecer as lareiras no inverno, se o madeireiro se distraía, até uns rolitos vinham camuflados por entre a lenha.
Agora vejam, na Facha os números dos "anos 90" não enganam, mesmo quando arredondados:
Freguesia da Facha:
- 1500 Habitantes (cerca de 500 viviam exclusivamente da agricultura)
- 1500 Hectares (cerca de 500 de cultivo e 1000 de floresta)
Bem vistas as coisas, tocava, em média, um hectare a cada Fachense e um hectare são dois campos de futebol, um no campo e um de mato. Por isso, logo se vê, nunca foi difícil limpar tudo e assim se passava por todas as terras deste Minho e Norte do País.
Mas os políticos não quiseram manter os pequenos agricultores, retiraram as cotas de leite, aumentaram as rações e os adubos e baixaram o preço do milho e da batata, a formula perfeita do extermínio dos agricultores e tudo só porque Bruxelas manda que assim seja.
E agora, os 350 milhões de euros necessários, só este ano, para pagar os prejuízos causados pelos fogos davam para chegar até onde, na nossa pequena agricultura?
Com toda a certeza ninguém pretende voltar aos tempos da enxada de sol a sol mas, os tempos são outros, há mais e melhores maquinarias, quem sabe se a este agricultor não dava jeito entregar uma carga de mato no centro de produção de energia biológica e trazer em troca o depósito do gasóleo cheio?
Talvez valesse a pena pensar nisto.
domingo, 15 de agosto de 2010
Pereginação à Senhora da Aparecida em Balugães
Como é tradição, ano após ano, muitos peregrinos fazem o trajecto a pé, de todos os pontos cardeais até ao santuário da Senhora Aparecida em Balugães. Um dos trajectos mais perigoso para os peregrinos é o que tem origem em Ponte de Lima pela EN 203 e EN204 porque a estrada tem poucas bermas e as que tem encontram-se com muita vegetação e desniveladas em relação ao piso, projectando os peregrinos para o eixo da faixa de rodagem, colocando-os à mercê dos outros utentes da mesma via (automóveis e motos que também não são avisados do que se está a passar e são apanhados de surpresa). Urge limpar e reordenar estas bermas e em dia de peregrinação que seja colocada informação adequada com limitações à circulação rodoviária, para que um dia destes não haja um grave acidente com peregrinos a pé. Ao peregrino também não basta colocar o colete reflector, é preciso circular em fila única para sua protecção e boa conduta na estrada.
Encontro de tractores antigos
Decorreu no parque expo-lima em Ponte de Lima, no fim de semana de 13 a 15 de Agosto 2010, mais um encontro de tractores antigos, todos eles, ainda em bom estado de funcionamento e ainda ao serviço dos agricultores seus proprietários que se orgulharam das suas velhas máquinas que tanto os ajudaram ao longo da maior parte da sua vida e continuam a ser muito importantes em tarefas menos exigentes da sua actividade agrícola.As velhas maquinas estavam ordenadas pela sua idade sendo o mais velho das mais de duas dúzias de exemplares, do ano 1954 que pertence a um entusiasta destes velhinhos tractores e que, só a sua conta, apresentou os dois mais antigos modelos e, diga-se em abono da verdade, também os mais bem cuidados no seu aspecto de pintura e traça original.
Outros haverá que não foi possível reunir mas poderemos sempre, para o ano, apreciar outros modelos, dos quais ficamos à espera que se venham a juntar a este grupo.
São iniciativas destas que farão perdurar os tractores antigos e aumentando a estima dos seus donos por estas velhas maquinas, quem sabe se, pouco a pouco, estes apareçam com renovada aparência.
sábado, 7 de agosto de 2010
Voltamos à azáfama dos livros escolares
Fui ao "site" do agrupamento de escolas da Correlhã e da sua associação de pais, também já fui à escola pessoalmente, procurar a lista de livros para o próximo ano, mas, tal como na escola, ninguém sabe quais são, nem parece haver muito interesse em saber ou divulgar. O mais caricato é que, pelo segundo ano consecutivo, mandaram-me ir à livraria saber quais são os manuais escolares. Vejam só, a figurinha que fazemos... chego à livraria e pergunto quais os livros adoptados pela escola da Correlhã e perguntam-me, - é para encomendar? Ao que respondo, - não, é só para saber que eu não sou cá cliente, e pretendo comprar noutro local (pela internet, por exemplo, com desconto e entrega em casa, tudo numa só vez, sem ter que ir à livraria uma série de vezes). Infelizmente, estávamos "mal" habituados com outras escolas que os nossos filhos frequentaram no passado, onde, no momento da entrega das notas, é fornecida, sempre, uma relação dos manuais adoptados para o próximo ano, podendo assim ir de férias descansados (pais, alunos e professores). Será isto tão difícil? Como é que os outros conseguem? A escola que se organize e parem de gozar com as pessoas. Isto é mais uma vergonha de maus hábitos que alguns parecem teimar em não querer tornar fácil.
Já agora, fica o endereço para quem queira comprar os manuais escolares pela internet, como muita gente faz há vários anos.
http://www.wook.pt/ , da Porto Editora
domingo, 11 de julho de 2010
O calor chegou !
Alguns distritos de Portugal estiveram em alerta vermelho, devidos as altas temperaturas que se fizeram sentir um pouco por tudo país.
A Protecção Civil, tem hoje, um papel ponderante no serviço a população, indicando conselhos úteis e prestando Serviço Público, devemos estar atentos as recomendações noticiadas.
As pessoas, principalmente as que trabalham ao Sol, devem ter cuidados acrescidos e protegerem-se do Sol, utilizando para isso, roupas frescas, chapéus, protector solar e beberem muita água para não desidratar.
A Administração Regional de Saúde sugere 6 conselhos para as pessoas se proteger do calor:
Mesmo com estes 6 conselhos da Direcção Regional de Saúde, é necessário um cuidado acrescido com as crianças e os idosos.
Bons banhos de Sol....!!!
quarta-feira, 16 de junho de 2010
FESTA DOS BARCOS-DRAGÃO NA CHINA
Hoje é feriado na China. É dia dos barcos-dragão. Para saberem um pouco mais sobre este feriado, podem ler o seguinte post:
(Neste ano de 2010, festeja-se no dia 16 de Junho.)
Conta a lenda que, na época da Dinastia Zhou, havia um ministro do governo muito sábio e amado pelo povo. Chamava-se Qu Yuan.
Qu Yuan lutava contra a corrupção da corte, sendo temido pelos outros membros do governo. Um dia, Qu Yuan, com a sua sabedoria, aconselhou o Imperador Zhou a não entrar em conflito com o reino Qin. Porém, os restantes membros do governo não concordaram com a proposta de Qu Yuan e pressionaram o Imperador a demiti-lo.
Qu Yuan teve, então, de abandonar o seu posto. Por isso, decidiu viajar, escrever e ensinar.
Um dia, chega-lhe aos ouvidos que o seu reino tinha sido derrotado pelos Qin. Desesperado, Qu Yuan decide atirar-se ao rio. Como era muito amado pelo povo, os pescadores, nas suas longas canoas, percorreram o rio a tocar tambores e a lançar bolos de arroz para a água. E para quê? Os pescadores acreditavam que, dessa forma, poderiam afastar os peixes e evitar que eles comessem o corpo do venerado Qu Yuan.
Hoje em dia, em homenagem a Qu Yuan, os chineses comem os referidos “bolos” de arroz, “zong zi”, e fazem as corridas dos barcos-dragão.
“Zong zi” é feito de arroz glutinoso e diferentes recheios: tâmaras (doce), feijão, carne ou ovo (salgado), entre outros. Este “bolo” é embrulhdo em folhas de bambu e é assim cozinhado em água ou a vapor.
Muito Obrigado, Professora Liliana.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Cortejo de oferendas para o Centro de Dia
Foi realizado no passado domingo dia 09/05/2010, um cortejo com objectivo de angariar fundos para o centro comunitário da Facha.
Para uma obra de tão grande envergadura, nada mais do que um grande cortejo com muitos tractores de lenha (39 para ser preciso) e muitas, muitas ofertas de quase todos os lugares da Freguesia.
Não podia faltar também os conterrâneos e gentes de terras vizinhas, que deram o seu contributo, comprando diversos artigos e cabazes muitas vezes a preços acima do valor real, o que demonstra o espírito de ajuda que se esstá a instalar em redor do Centro, apesar de alguns dos " Velhos do Restelo" insistirem em "minar" tão nobre causa.
Mas como prova que são mais os que querem o progresso, do que aqueles que não, junto umas fotos para verem a dimensão de tal Organização.
Abraço muito especial a todos aqueles que trabalharam horas e horas no monte a cortar lenha e depois a rachar, bem como aquelas pessoas que prepararam com muito carinho os carros que alegraram a festa, junto com as "rematadoras" de improviso :)





