domingo, 4 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Festa da Páscoa
Hoje é Sexta-Feira Santa, dia em que os cristãos lembram o julgamento, paixão, crucificação, morte e sepultura de Jesus Cristo que pereceu na Cruz para redimir os pecados dos homens.
A Ressurreição de Cristo além de ter um carácter iminentemente religioso é também um dos mais bonitos episódios do Novo Testamento.
Os cristãos celebram a Festa da Páscoa e, é na freguesia da Facha uma das festas mais bonitas e com mais tradição. Esta beleza e tradição deve-se ao seu cariz social, onde as pessoas amigas vão dar as “Boas Festas” Pascais à casas dos seus amigos e familiares. Este cumprimento é uma tradição que remonta ao passado que desde sempre foi mantida pelos nossos pais e avós.
Existe também a “Ronda Típica”, constituída por Fachenses amantes da música popular e folclórica. Nesta altura, denominada “Ronda da Páscoa” é outra das tradições da nossa freguesia que todos os anos anima a Festa de Páscoa.
O encontro das Cruzes entre as paróquias da Facha e de Vitorino das Donas que acontece de dois em dois anos quando alternadamente a compasso da paróquia vizinha se cruza com o compasso da paróquia da Facha no Lugar de Abel, existe uma casa no mesmo lugar em que o extremo das duas freguesias atravessa a casa ao meio, recebendo até os compassos das duas paróquias.
Um dos momentos altos desta festa, após a missa primeira (habitualmente às 6:00 da manhã) alvorada de foguetes e no final do dia, o recolhimento. Isto, no Domingo e na Segunda-feira.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Mais umas dicas interessantes sobre a cultura chinesa
“Ni hao!” (Olá!) pode ser usado em qualquer lugar ou situação, formal ou informal. Não são costumes chineses o aperto de mão ou os beijos na face, se bem que o primeiro já é muito usual, sobretudo, no contacto com os estrangeiros ou em situações mais formais. De qualquer forma, uma pequena inclinação da cabeça e um sorriso bastam numa apresentação ou acto de cumprimento. Entre vizinhos ou amigos, depois do “ni hao” é usual os chineses perguntarem “Está ocupado?”, “Já comeu?”. Para um estrangeiro, poderá estar aqui implícito um convite para uma refeição, mas na realidade não é assim. Estas são formas de cumprimento idênticas ao nosso “Tudo bem?” ou “Como está?”. Os chineses iniciam ou “fazem conversa” desta forma. “Onde vai?” é outra pergunta possível, que poderá indignar o estrangeiro desprevenido: “Não é da sua conta!”, é o que apetece dizer. Porém, a resposta a este tipo de pergunta não tem de ser exacta nem detalhada. Podemos simplesmente responder: “Vou sair/trabalhar. Até logo!”
Liliana Gonçalves
Muito Obrigado, Professora Liliana Gonçalves
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
ANO NOVO CHINÊS
Hoje, dia 13 de Fevereiro, é véspera do Ano Novo Chinês. Lá fora o barulho do fogo de artifício e dos panchões impera.
O Ano Novo Chinês, tendo em conta o calendário lunar, celebra-se em Janeiro ou Fevereiro. Trata-se da mais importante festa do ano para o povo chinês e, habitualmente, é celebrada em família. Então, por esta altura, muitos chineses regressam às suas terras de origem.
Para o jantar, vários pratos são confeccionados, inclusivamente “jiaozi”, uma espécie de rissol de carne, camarão ou legumes, que é cozido em água. A comida é abundante para que nos dois dias seguintes de festa não seja necessário cozinhar. Conta-se que as tarefas realizadas no dia de Ano Novo se tornarão numa espécie de “maldição”, forçosamente repetidas durante todo o ano. Diz-se ainda que, nesse dia, não é bom usar objectos cortantes, como faca ou tesoura, porque dessa forma corre-se o risco de estar a “cortar” com coisas boas da vida.
Durante os três dias festivos é habitual queimar fogo de artifício e panchões, que são vendidos em grandes quantidades nas ruas. Em alguns locais, à noite, o ruído é ensurdecedor e grandes nuvens de fumo ficam no ar. Tudo isto porque, segundo a lenda, havia um monstro cruel chamado Ano que atacava uma povoação no final de cada ano. Todas as tentativas para matar esse monstro falharam, até que um dia alguém descobriu que ele tinha medo do ruído provocado pelo fogo de artifício. A partir de então, muitas pessoas lançam foguetes para afastar monstros e espíritos malvados das suas vidas.
Liliana Gonçalves
As Especificidades do Envelhecimento em Contexto Rural
Resumo
Este estudo visa conhecer em que medida as redes de relações primárias se tornam elementos fundamentais no apoio instrumental e bem-estar psicossocial do idoso em contexto rural.
De facto, verificou-se que os idosos da freguesia da Facha têm uma grande ligação afectiva com os vizinhos, constatando-se que a seguir à família é com os vizinhos que os idosos se relacionam. Existem mesmo situações que na ausência da família, quando esta está longe ou é inexistente são os vizinhos os promotores de bemestar destas pessoas, ao prestar apoio na satisfação das necessidades mais básicas (fazer as compras, limpar a casa, confeccionar as refeições e tratar das roupas). No entanto, em relação ao apoio instrumental (higiene pessoal) não se verifica a ajuda dos vizinhos, apenas da família quando os idosos necessitam.
Relativamente ao apoio emocional ou psicossocial (conversar e pedir ajuda) observou-se a mesma situação que a anterior, no sentido que quando os familiares não estão presentes é aos vizinhos que os idosos procuram este suporte.
Quanto às inferências sobre os contributos deste estudo, ou seja, que tipo de apoio ou suporte é prestado aos idosos em contexto de ruralidade, a autora Constança Paúl et all (2005, 102) salienta que a existência de uma rede social de apoio primária ou informal, destacando-se o suporte dos vizinhos e dos amigos é “ (…) geralmente considerada como um bom indicador de saúde mental e um óptimo prognóstico de bem-estar, uma vez que serve para facilitar o confronto e resolução de acontecimentos de vida difíceis e/ou amortecer o seu impacto”.
Assim sendo, é fundamental para o/a Assistente Social conhecer em profundidade a rede de relações primárias da pessoa idosa, porque esta pode possibilitar que se desenvolva respostas sociais mais ajustadas às necessidades dos cidadãos com mais idade.
Ao nível do território o facto de se estudar e conhecer as necessidades dos cidadãos idosos, vai permitir aferir qual o equipamento social mais adequado para a população estudada neste contexto. Neste sentido, identifica-se o Centro de Dia ou o Centro de Convívio, como a medida de política social mais aconselhada, contrariando, deste modo, a lógica da institucionalização (acolhimento institucional).
O apoio a 3ª idade é sem dúvida um problema que vai afectar a nossa sociedade nos próximos tempos. A população portuguesa está em envelhecer, a freguesia da Facha não é alheia a este drama e já se começaram a criar condições (Centro de Dia) para dar resposta a estas necessidades.
Para visualizar o Estudo de Investigação na integra faça o download do projecto .
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Crise em 2010



quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Porque hoje é Natal em toda a parte

Votos de um Santo e Feliz Natal e Bom Ano Novo para todos. Que 2010 traga tudo de bom e que se realizem em cada um, aquilo que vão pedir de prenda ao menino Jesus.
Zé António Leitão
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Um conto de Natal ...
Natal é a bênção que transportamos no coração… para doar aos outros.
Lírios é o nome de uma associação pluricultural e de bem-fazer. Usa na simbologia do distintivo dois lírios: um branco, outro roxo, cada qual com uma das suas folhas sobreposta na do outro, como se de mãos dadas, representando o casamento perfeito, identificado na alacridade da pureza de um e na solidariedade da dor no outro, em harmonia com as cores patenteadas.
Fundada já lá vão trinta e tal anos, quis a ironia do destino que alguns dos seus fundadores retomassem a direcção da mesma, passadas que foram cerca de duas décadas.
Naturalmente, algumas das motivações referidas, com as quais fora fundada a associação, evoluíram positivamente, adaptando-se à vivência dos tempos actuais.
Na última reunião do ano, que a direcção levou a efeito na noite de Sábado, vinte de Dezembro, já em jeito de balanço ao período prestes a findar, um dos directores lançou a ideia de presentear, com uma Ceia de Natal, algumas das famílias mais carenciadas que sabia existirem, e até já proliferavam, sabendo-as envergonhadas.
Hesitantes, denunciavam a escassez de tempo para executar tal proposta.
- Se pedíssemos às nossas esposas apoio para tal acção? Retorquiu o proponente.
- Bem…talvez… talvez seja viável, mas o tempo é mesmo escasso, responderam todos.
Entre as hesitações do momento, decidiram unanimemente viabilizar tão nobre proposta.
Acabada a reunião, foram para casa com tarefas definidas e a incumbência suplementar de convencer as respectivas esposas a anular eventuais programas de Natal, em detrimento do que lhes acabava de ser transmitido. Positiva a resposta!
Os serões das noites seguintes foram um corrupio de trabalhos, quer em casa, com as mulheres a preparar e confeccionar alguns dos doces e acepipes, quer fora, com os homens a adaptar e decorar o pavilhão polidesportivo onde se realizaria a Ceia, para que nada faltasse na noite de Consoada.
O dia vinte e quatro, conforme combinado de véspera, fora reservado ao proponente para convidar aqueles que tinha em mente a participar de forma graciosa na consoada dos Lírios.
Impávidos, mas serenos, os convidados desdobravam-se a tecer desculpas, como que envergonhados de tal convite, nunca antes memoriado, porém acediam perante a insistência do convite surpresa. Marcaram horário, pois umas das cinco carrinhas disponíveis, que alguns empresários emprestaram aos directores, só estariam, ao fim da tarde, prontas para recolhê-los.
Ao meio-dia todos os directores receberam a informação sobre o número de convidados: eram cento e vinte pessoas!
- Não temos bacalhau demolhado para tanta gente! - pensaram todos. E talheres? E acomodamento? Só calculávamos umas cinquenta… e agora?
- O presidente teve uma ideia. Denunciada, pô-la em prática. Foi bater à porta das casas consideradas mais abastadas. Explicando o problema surgido atrevera-se a pedir algum bacalhau para reforço da refeição então marcada.
De cada casa trazia embalagens contendo o fiel amigo, mais uma série de outros alimentos, de tal sorte que, quando procedeu à contagem, verificou que chegava, sobejava e até era de boa qualidade!
Entretanto os outros tratavam do acondicionamento.
O programa cumpria-se de tal forma que, às vinte horas da Quinta-feira, todos os convidados estavam dentro do pavilhão, deslumbrados com o aconchego que se lhes proporcionava, algumas horas antes fora das suas cogitações.
Umas lajes improvisadas ao centro, para não estragar o piso. Em cima destas uma enorme fogueira aquecia todo o ambiente e em redor desta perfilavam as mesas branquinhas com os respectivos assentos feitos de tábuas sobrepostas em cadeiras mais espaçadas. Do tecto pendiam estrelas brilhantes, em número elevado e tamanhos diferenciados. As paredes estavam forradas de múltiplas colchas e decoradas com pequenos ramos de azevinho. Na parte contrária à entrada, improvisou-se a cozinha de serviço e mais algumas mesas de apoio. Uma mesa de ferro suportava ainda dois fornos de barro.
Com os convidados já sentados, o presidente dos Lírios agradecendo a todos a presença, convidou-os a reflectir, durante trinta segundos, nos que naquela hora eram excluídos da sociedade e, agradecendo ao Menino Jesus a refeição que agora se apresentava, relembrou a todos que a desgraça nunca é humilhante senão quando tem origem no crime. Estamos aqui por bem.
Três dúzias de pinhas em redor da fogueira exalavam o cheiro característico de Natal. As fumegantes bolas de pão-coado, acabado de sair do forno, começaram a ser distribuídas pelas mesas. Das canecas, o vinho novo espumava ao cair nas tigelas de barro! As travessas do bacalhau, das batatas e da hortaliça, fumegavam. Aquele cheirinho do azeite quente, do alho da cebola e dos cominhos, triplicava o apetite a quem já tinha tanto… sentia-se um bruaá em cada boca!
Comeram, repetiram e foram bebendo de maneira tão moderada que até o Foge-à-pipa, um dos ilustres convidados, se conteve. Depois dos estômagos reconfortados, agruparam-se para jogar; uns à sueca, outros à bisca, outros ao sete e meio, alguns ao montinho, outros ao rapa… Os mais velhos contavam lindas e saudosas histórias que aprenderam, ora com os avós, ora com os pais. Conforme se divertiam, a espaços de tempo, petiscavam do que se apresentava na mesa: rabanadas de vários sabores, aletria, sopa-seca, formigos, filhós, mexidos, arroz doce, nozes, avelãs, amêndoas, pinhões, figos, etc.
Um pouco antes da meia-noite, alguns dos directores foram buscar as violas, o violino, o cavaquinho, o tambor e os ferrinhos, para acompanhar a entoação de algumas canções de Natal e outras… Começaram com o tema “Noite Feliz”. Aos primeiros acordes, o ti Zé Alegre, outro ilustre convidado, viúvo e enjeitado pelos filhos, apesar dos seus noventa e dois anos, puxa pelo seu inseparável realejo e acompanha a orquestra agora improvisada, enquanto todos em harmonioso coro entoam: Noite feliz…Noite feliz… oh Senhor… Deus do amor… etc. …etc. …
Pouco a mais de meio da entoação, enfatizados por algo transcendente, eis que, inesperadamente, todos sem excepção, não aguentando conter as lágrimas de tanta alegria que lhes invadia a alma, exteriorizada nas faces…interrompem a festa por momentos.
Refeitos da emoção… continuaram pela madrugada adentro…
Mas aquela, fora para todos a noite de Consoada mais feliz de suas vidas!
